Trombose: sinais de alerta que muita gente ignora

A trombose é uma condição que costuma ser associada a situações extremas ou emergências hospitalares, mas a realidade é que, em muitos casos, ela começa de forma silenciosa, com sinais discretos que passam despercebidos no dia a dia. É justamente essa característica que torna a trombose tão perigosa quando não reconhecida a tempo.

Segundo o Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, uma parte significativa dos pacientes que recebem o diagnóstico relata sintomas prévios que foram ignorados ou confundidos com problemas simples, como dor muscular, cansaço ou inchaço passageiro.

O que é trombose

A trombose ocorre quando há a formação de um coágulo sanguíneo dentro de uma veia ou artéria, dificultando ou impedindo a circulação normal do sangue. Quando esse coágulo se forma nas veias profundas, geralmente das pernas, o quadro é chamado de trombose venosa profunda (TVP).

O maior risco não está apenas no coágulo em si, mas na possibilidade de ele se deslocar e atingir órgãos vitais, como o pulmão, causando uma embolia pulmonar, uma condição grave e potencialmente fatal.

Por que os sinais iniciais costumam ser ignorados

Diferente do que muitos imaginam, a trombose nem sempre começa com dor intensa ou sintomas dramáticos. Em vários casos, os sinais são sutis e facilmente confundidos com problemas comuns da rotina.

O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, explica que essa semelhança com desconfortos cotidianos faz com que muitas pessoas adiem a busca por avaliação médica, permitindo que o quadro evolua.

Sinais de alerta que merecem atenção

Entre os sinais mais frequentemente ignorados estão o inchaço em apenas uma perna, que surge de forma súbita ou progressiva, acompanhado ou não de dor. A perna pode ficar mais quente, sensível ao toque e apresentar sensação de peso ou tensão.

Outro sinal importante é a dor localizada, que não melhora com repouso e pode piorar ao caminhar ou ao tocar a região. Em alguns casos, há mudança na coloração da pele, que pode ficar mais avermelhada ou arroxeada.

Nem sempre todos esses sinais aparecem juntos. Às vezes, apenas um deles já indica que algo não está normal na circulação.

Quem tem maior risco de trombose

Embora a trombose possa ocorrer em qualquer pessoa, alguns fatores aumentam o risco, como:

  • Longos períodos de imobilização (viagens prolongadas, internações)
  • Cirurgias recentes
  • Uso de anticoncepcionais hormonais
  • Gravidez e pós-parto
  • Histórico familiar de trombose
  • Doenças vasculares prévias
  • Tabagismo

Para o Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, a presença desses fatores exige ainda mais atenção aos sinais iniciais, mesmo quando parecem leves.

Dor na perna é sempre trombose?

Não. A maioria das dores nas pernas não está relacionada à trombose. No entanto, o erro mais comum é tentar fazer esse julgamento sozinho. Quando a dor vem acompanhada de inchaço assimétrico, calor local ou alteração na cor da pele, a investigação médica se torna indispensável.

A diferença entre uma dor simples e uma trombose está nos detalhes — e esses detalhes precisam ser avaliados por um especialista.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da trombose começa pela avaliação clínica e, quando há suspeita, o exame mais utilizado é o Ultrassom Doppler vascular, que permite visualizar o fluxo sanguíneo e identificar a presença de coágulos.

O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, destaca que o diagnóstico precoce é determinante para evitar complicações graves e garantir um tratamento mais seguro e eficaz.

A importância de não ignorar os sinais

Ignorar os sinais iniciais da trombose não faz com que o problema desapareça. Pelo contrário: aumenta o risco de complicações que poderiam ser evitadas com diagnóstico e tratamento adequados.

Quanto mais cedo a trombose é identificada, maiores são as chances de controle do quadro e menor o impacto na saúde e na qualidade de vida do paciente.

Conclusão

A trombose nem sempre se apresenta de forma evidente. Muitas vezes, ela começa com sinais discretos que são facilmente ignorados. Prestar atenção ao próprio corpo e buscar avaliação médica diante de alterações persistentes é uma atitude que pode evitar consequências graves.

O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, reforça: na dúvida, investigar é sempre a melhor escolha.

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