Varizes têm cura ou apenas controle? O que a medicina vascular realmente pode fazer

A pergunta é direta e extremamente comum no consultório: varizes têm cura ou apenas controle?

Durante muitos anos, a resposta para essa dúvida foi confusa, alimentada por promessas irreais e soluções simplificadas. Hoje, a medicina vascular tem uma visão muito mais clara — e honesta — sobre o tema.

Segundo o Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, entender essa diferença é fundamental para alinhar expectativas, evitar frustrações e escolher o tratamento mais adequado para cada paciente.

O que as varizes realmente representam

Varizes não são apenas veias dilatadas visíveis na pele. Elas são a manifestação de uma doença do sistema venoso, geralmente relacionada ao mau funcionamento das válvulas das veias, que deveriam impedir o refluxo do sangue.

Quando essas válvulas falham, o sangue se acumula nas pernas, aumentando a pressão venosa e levando à dilatação progressiva das veias. Esse processo é crônico e tende a evoluir ao longo do tempo.

Por isso, ao falar em “cura”, é importante entender o que está sendo tratado: a veia visível ou a doença por trás dela.

Varizes têm cura?

Do ponto de vista médico, a resposta mais correta é: as varizes tratadas podem ser eliminadas, mas a predisposição à doença venosa permanece.

Ou seja, uma veia doente pode ser tratada com sucesso por meio de procedimentos modernos, deixando de causar sintomas e de ser visível. No entanto, se a pessoa tem uma tendência genética ou fatores de risco mantidos, novas varizes podem surgir ao longo da vida.

O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, explica que isso não significa falha do tratamento, mas sim a natureza crônica da doença venosa.

Então o que significa “controle” das varizes?

Controlar varizes significa tratar as veias doentes existentes e evitar ou retardar o surgimento de novas. Esse controle envolve uma combinação de fatores:

  • Tratamento adequado das varizes já formadas
  • Acompanhamento médico ao longo do tempo
  • Mudanças de hábito que favorecem a circulação
  • Tratamento precoce de novos sinais

Na prática, controle é o que permite que o paciente tenha qualidade de vida, conforto e boa circulação, mesmo tendo predisposição à doença.

O que a medicina vascular realmente pode fazer hoje

A medicina vascular evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, é possível tratar varizes de forma cada vez mais precisa, com técnicas menos invasivas, recuperação mais rápida e melhores resultados funcionais e estéticos.

No entanto, nenhum tratamento sério promete “cura definitiva” no sentido de nunca mais precisar de acompanhamento. O que se oferece é tratamento eficaz, seguro e individualizado, respeitando o estágio da doença e o perfil do paciente.

Segundo o Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, a escolha da técnica depende de uma avaliação cuidadosa, muitas vezes com auxílio do Ultrassom Doppler vascular, que mostra exatamente como está o funcionamento das veias.

Toda variz precisa ser tratada?

Não necessariamente. Algumas varizes são pequenas, pouco sintomáticas e podem apenas ser acompanhadas. Outras, mesmo discretas visualmente, causam dor, inchaço e desconforto importantes.

O critério para tratamento não é apenas estético, mas principalmente funcional. Quando as varizes causam sintomas ou indicam falha significativa da circulação, o tratamento deixa de ser opcional e passa a ser recomendado.

Por que promessas de “cura definitiva” são um problema

Prometer cura definitiva cria uma expectativa irreal e pode levar o paciente a frustração ou abandono do acompanhamento médico. A doença venosa exige visão de longo prazo.

O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, reforça que o melhor resultado vem quando o paciente entende sua condição, participa do cuidado e mantém acompanhamento regular, em vez de buscar soluções milagrosas.

Quando procurar um cirurgião vascular

Se você apresenta varizes, cansaço nas pernas, inchaço frequente ou histórico familiar de problemas circulatórios, a avaliação especializada é o primeiro passo para entender se o foco será apenas controle ou tratamento ativo.

A consulta serve para esclarecer dúvidas, avaliar riscos e construir um plano realista e eficaz.

Conclusão

Varizes não são apenas um problema estético, nem uma condição sem solução. Elas podem ser tratadas com excelentes resultados, desde que se entenda que o objetivo da medicina vascular é controle, qualidade de vida e prevenção de complicações, e não promessas irreais de cura definitiva.

O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, destaca: tratar varizes é um processo, não um evento isolado — e quando bem conduzido, traz benefícios duradouros.

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