A relação entre atividade física e varizes costuma gerar muitas dúvidas. Enquanto algumas pessoas acreditam que o exercício pode piorar as veias dilatadas, outras veem a prática como uma solução para todos os problemas circulatórios. A verdade está no meio do caminho — e depende de como, quanto e que tipo de atividade é realizada.
Segundo o Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, a atividade física tem papel fundamental na saúde da circulação, mas nem todo exercício é igualmente benéfico para quem tem varizes.
Como a atividade física influencia a circulação
A circulação venosa das pernas depende muito da chamada bomba muscular da panturrilha. Sempre que caminhamos, corremos ou movimentamos os pés e as pernas, os músculos se contraem e ajudam o sangue a retornar ao coração.
Por isso, o movimento é um dos principais aliados da circulação. A falta dele favorece o acúmulo de sangue nas veias, aumentando a pressão venosa e contribuindo para o surgimento ou piora das varizes.
Exercício físico ajuda quem tem varizes?
Na maioria dos casos, sim. A prática regular de atividade física melhora o retorno venoso, reduz o inchaço, alivia o cansaço nas pernas e ajuda a controlar fatores de risco como sobrepeso e sedentarismo.
O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, destaca que atividades aeróbicas, que estimulam o movimento contínuo das pernas, costumam trazer benefícios importantes para pacientes com varizes ou predisposição a problemas circulatórios.
Quais atividades costumam ser mais indicadas
Exercícios que envolvem movimentos repetidos das pernas e ativam a panturrilha tendem a ser mais favoráveis à circulação. Caminhadas, bicicleta, natação e exercícios aquáticos são exemplos clássicos.
Essas atividades ajudam a manter o fluxo sanguíneo ativo sem gerar impacto excessivo sobre as veias, sendo geralmente bem toleradas por quem apresenta varizes.
Atividade física pode piorar as varizes?
Pode, em alguns contextos específicos. Exercícios que envolvem carga excessiva, impacto intenso ou contrações isométricas prolongadas podem aumentar temporariamente a pressão dentro das veias das pernas.
Isso não significa que devam ser proibidos, mas sim orientados e adaptados. Treinos de força, por exemplo, podem ser realizados com ajustes de carga, postura e respiração, evitando sobrecarga desnecessária no sistema venoso.
O problema não é o exercício em si, mas a forma como ele é praticado.
O erro mais comum: parar de se exercitar
Muitas pessoas deixam de se movimentar por medo de piorar as varizes. Esse é um dos erros mais frequentes observados no consultório.
Segundo o Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, a inatividade costuma ser muito mais prejudicial do que a prática orientada de exercícios. O sedentarismo favorece a progressão da insuficiência venosa e o agravamento dos sintomas ao longo do tempo.
Exercício substitui o tratamento das varizes?
Não. Embora a atividade física ajude a controlar sintomas e retardar a progressão da doença, ela não elimina varizes já formadas. O exercício faz parte de um conjunto de cuidados, que pode incluir acompanhamento médico, uso de meias de compressão, mudanças de hábito e, em alguns casos, procedimentos específicos.
A avaliação individual é essencial para definir o melhor plano de cuidado.
Quando procurar um cirurgião vascular
Se a pessoa pratica atividade física regularmente, mas ainda apresenta dor, inchaço frequente, sensação de peso ou varizes progressivas, é importante buscar avaliação especializada.
O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, reforça que a combinação entre orientação médica e hábitos saudáveis é o caminho mais seguro para preservar a circulação e a qualidade de vida.
Conclusão
A atividade física, quando bem orientada, ajuda — e muito — a saúde das veias. O problema não está no exercício, mas na falta de orientação ou no excesso sem acompanhamento adequado.
Movimento é parte essencial do cuidado com a circulação, especialmente para quem convive com varizes ou tem predisposição a problemas venosos.
O Dr. Luís Gustavo Campos, cirurgião vascular em Ituverava, destaca: manter o corpo em movimento é uma das formas mais eficazes de cuidar da circulação, desde que com orientação adequada.








